Mesmo com o aumento de mulheres em cargos de liderança nas empresas brasileiras, a percepção de compromisso real com a equidade de gênero ainda é limitada. Uma pesquisa da Catho aponta que 68% das profissionais afirmam que há mulheres em posições de liderança em suas organizações; no entanto, apenas 48% acreditam que essas lideranças estão de fato comprometidas com a promoção da equidade.
Mesmo com o aumento de mulheres em cargos de liderança nas empresas brasileiras, a percepção de compromisso real com a equidade de gênero ainda é limitada.
A distância entre presença e ação coloca em xeque os próximos passos de organizações que buscam reposicionamento de marca, governança de pessoas e atração de talentos. Isso não é apenas uma curiosidade estatística: é um sinal de que mensagens de marca, cultura organizacional e práticas de governança precisam caminhar juntas para construir confiança. Para 2026, o cenário sugere que as empresas que traduzem compromisso em ações visíveis podem se tornar referência, enquanto aquelas que ficarem apenas na retórica correm o risco de perder talentos, investidores e pauta regulatória.
O tema não é apenas humano; ele reverbera na forma como decisões são tomadas, como a marca é percebida externamente e como a governança se alinha às expectativas de um ecossistema de negócios cada vez mais atento a diversidade e inclusão. Em termos práticos, isso implica que liderança feminina visível precisa estar acompanhada de metas claras, métricas públicas e ações de desenvolvimento que mostrem progresso mensurável, não apenas boa vontade.